- O que é SEO On-page?
- Elementos Essenciais do SEO Onpage
- 1. Estrutura e otimização de URLs
- 2. Title Tags
- 3. Meta-Descriptions
- 4. Heading Tags
- 5. Conteúdo
- 6. Imagens
- 7. Links Internos
- 8. Links Externos
- 9. Schema Markup
- Como aplicamos SEO On-page em projetos reais
- Erros mais comuns em SEO On-page
- Quando o SEO On-page não é prioritário
- Checklist SEO On-page
- Auditoria SEO Checker
O SEO (Search Engine Optimization) é uma prática essencial para qualquer página seja encontrado nos motores de pesquisa. SEO, cobre diversas áreas e uma delas é a vertente SEO On-page, que se refere a todas as otimizações que podem ser feitas diretamente nas páginas.
O que é SEO On-page?
SEO On-page é um conjunto de boas práticas que devem ser aplicadas diretamente nas páginas de um website com vista a melhorar o posicionamento online e também a acessibilidade web das próprias páginas.
Qual a importância de SEO On-page?
1.Melhora a Experiência do Utilizador: Um site bem otimizado é mais fácil de navegar e oferece uma melhor experiência ao utilizador.
2. Aumenta a Visibilidade nos Motores de Pesquisa: Com as práticas corretas, o seu site pode aparecer nas primeiras páginas dos resultados de busca, aumentando o tráfego orgânico.
3. Reduz Taxas de Rejeição: Um site otimizado mantém os visitantes por mais tempo, reduzindo a taxa de rejeição e aumentando as conversões.
Elementos Essenciais do SEO Onpage
1. Estrutura e otimização de URLs
O URL é o endereço de um website. O mesmo deve ser fácil de entender. Plataformas de criação de websites como WordPress ou Shopify facilitam bastante a configuração deste parâmetro. Em vez da página ter endereço complicado, deve usar-se algo simples e que diga do que se trata a página.
Exemplo prático:
- URL simples:
www.citymarketing.pt/seo-onpage - URL complicado:
www.citymarketing.pt/pagid=1?
2. Title Tags
Title tags são elementos HTML que especificam o título de uma página. Fazendo uma pequena comparação, o título de uma página é como o nome de um livro. Deve ser interessante e indicar o que trata o conteúdo. Para otimizar Title Tags, é importante incluir palavras-chave relevantes, manter o título se possível dentro de 50-70 caracteres. Um website com várias páginas deve sempre que possível ter títulos únicos para cada página.
3. Meta-Descriptions
As meta-descriptions são pequenos trechos de texto que aparecem nos resultados de pesquisa (logo por debaixo do Título). Para otimizá-las, é importante incluir palavras-chave relevantes, manter a descrição se possível dentro de 150-170 caracteres e criar descrições únicas para cada página.
4. Heading Tags
Heading tags (H1, H2, H3, etc.) são utilizados para estruturar o conteúdo de uma página. Para otimizá-los, é importante incluir palavras-chave relevantes, utilizar apenas um H1 por página e organizar o conteúdo de forma hierárquica. Estes Heading Tags são bastante importantes porque ajudam a organizar o texto de uma página. O H1 é o título principal, e os H2 e H3 são subtítulos. Isso torna a leitura mais fácil e ajuda as pessoas a encontrarem as informações que procuram.
5. Conteúdo
Conteúdo de qualidade é fundamental para o SEO On-page, pois fornece informações relevantes para os utilizadores/vistantes e também para os motores de pesquisa. O conteúdo de uma página deve procurar ser original, relevante, bem escrito e conter palavras-chave estrategicamente posicionadas. Idealmente cada página deveria ter cerca de 800 palavras, no entanto nem sempre é possível ou faz qualquer tipo de sentido em termos de objetivo e experiência de utilizador. Contudo, em páginas onde se propicia ou faz sentudo existir esse nível de conteúdo, deve procurar integrar-se sempre palavras-chave ou termos de pesquisa no URL, Meta Tags (Title e Meta description), Heading Tags, com foco especial no H1 e nas primeiras 150 a 200 palavras da página.
6. Imagens
Imagens são conteúdos que normalmente fazem parte de uma página web, pois tornam o conteúdo sem dúvida mais interessante. No entanto este tipo de conteúdo precisa de ser otimizado. O primeiro ponto a ter em conta é o tamanho, formato e “peso” da imagem. Isto significa que não devem ser udadas imagens muito grandes, para que o site carregue rápido. Para além disso, a imagem deve conter uma descrição chamada de “alt text“, com o objetivo de explicar o que ela mostra utilizando palavras-chave relevantes. É ainda importante utilizar nomes de arquivos descritivos, transformar sempre que possível as imagens para formatos otimizados para web e comprimir as imagens para reduzir o tempo de carregamento da página.
7. Links Internos
Os links internos ajudam os utilizadores na navegação dentro de um website. Para além, disso utilizar links internamente entre as páginas de um website, aumenta a distribuição de autoridade dos conteúdos dentro do próprio website. Links internos devem sempre ser utilizados de forma estratégica e relevante. Algo que se deve evitar é ter links quebrados.
8. Links Externos
Links externos funcionam de duas formas:
- Enviar utilizadores para outras páginas de outros websites, plataformas web onde possam saber mais informações e proporcionar uma boa experiência de utilizador, dando seguimento ao conteúdo visitado. Uma vez mais reforçar, algo que se deve evitar é ter links quebrados;
- Quando efetuados por páginas de outros websites, podem aumentar a credibilidade e relevância do conteúdo quando a nossa página ou nosso website é mencionado por outras páginas/websites. Mas atenção!! Nem todos eles são benéficos.
9. Schema Markup
Schema markups é código adicionado às páginas para fornecer informações mais detalhadas aos motores de pesquisa. O mais comum é para marcar tipos de conteúdo, como eventos, receitas, avaliações, entre outros, e melhorar a visibilidade nos resultados de pesquisa. CMS´s como WordPress, Shopify entre outros já trazem esta função desenvolvida (pelo menos da forma mais básica) para que utilizadores com menos conhecimentos não tenham sequer de se preocupar com isso. No entanto não cobrem tudo e esta é uma área ser bem explorada!
Como aplicamos SEO On-page em projetos reais
Na prática, a otimização On-page começa quase sempre por uma auditoria técnica e estrutural ao website. Avaliamos a arquitetura de informação, a forma como os conteúdos estão organizados, a hierarquia de headings, a qualidade dos títulos e descrições, bem como a eficiência da ligação interna entre páginas estratégicas.
Em alguns projetos, os maiores ganhos não surgem de alterações complexas, mas sim da correção de detalhes críticos como:
- URLs mal estruturados;
- Páginas sem foco semântico claro;
- Páginas vazias ou com pouca ou nenhuma informação;
- Conteúdos duplicados ou pouco aprofundados
- Ausência de ligações internas que ajudem os motores de pesquisa a compreender a relevância de cada página;
- Hierarquia de headings deficiente;
- Titles e Meta-descriptions;
- …entre outros
A experiência demonstra que um SEO On-page bem executado cria uma base sólida para qualquer estratégia digital — seja institucional, e-commerce ou editorial — permitindo que ações de SEO técnico, SEO Local ou criação de conteúdos tenham impacto real e sustentado ao longo do tempo.
Erros mais comuns em SEO On-page
- Criar conteúdos extensos sem uma estrutura clara de headings (H1–H3), dificultando a leitura e a interpretação pelos motores de pesquisa;
- Utilizar títulos e meta descrições genéricos ou duplicados, desperdiçando oportunidades de clique nos resultados de pesquisa;
- Não otimizar imagens (peso excessivo, ausência de alt text), afetando velocidade e acessibilidade.
Existem depois alguns erros que são um pouco mais complexos como:
- Focar apenas em palavras-chave principais e ignorar variações semânticas e intenção de pesquisa;
- Publicar páginas sem validação da arquitetura interna, originando conteúdos órfãos, ligações internas mal distribuídas e dificuldade dos motores de pesquisa em atribuir relevância temática;
- Ignorar a coerência semântica entre title, H1, headings e intenção de pesquisa, criando páginas que não comunicam claramente o seu objetivo aos motores de pesquisa.
Quando o SEO On-page não é prioritário
Embora o SEO On-page seja fundamental na maioria dos projetos, existem contextos em que o seu impacto direto pode ser limitado. Websites temporários, landing pages de curta duração ou campanhas exclusivamente pagas podem não justificar um trabalho aprofundado de otimização estrutural.
Da mesma forma, projetos dependentes exclusivamente de plataformas externas ou sem objetivos claros de crescimento orgânico, dificilmente retiram valor de uma estratégia On-page completa.
Checklist SEO On-page
| SOP | Descrição | Ferramenta Grátis |
|---|---|---|
| 1. URL | Curta, descritiva, com keyword | Ahrefs Free Tools |
| 2. Title Tag | Entre 50 a 70 caractéres, palavra-chave no início | SERP Simulator |
| 3. Meta Description | Entre 150 a 170 caractéres, apelativa ao clique e contendo palavras-chave | SERP Simulator |
| 4. Headings | Estrutura clara (H1, H2, H3). Usar apenas um H1 por página | SEO Quake |
| 5. Conteúdo | Sempre que fizer sentido criar conteúdo único e de qualidade com pelo menos 800 palavras, utilizando palavras-chave em Title, Meta Desc, H1 e primeiras 150 a 200 palavras | AlsoAsked, AnswerThePublic |
| 6. Imagens | Comprimidas ao máximo sem perda de qualidade, se possível em formatos para web e contendo Alt Text, com descrição da imagem. Utilizar nomes de ficheiro otimizados | TinyPNG |
| 7. Links Internos | Utilizar links internos para facilitar navegação dos utilizadores e diluir autoridade do conteúdo. Evitar links quebrados | SEO Quake |
| 8. Links Externos | Evitar links quebrados | SEO Quake |
| 9. Schema Markup | Integrar os mais básicos como Breadcrumb, Article, FAQ | Rich Results Test |
Auditoria SEO Checker
Utilização do SEO Checker:
- Utilizar o sitemap.xml de 1 website. Como aceder ao mesmo?
- Caso seja mostrada uma página 404, aceder no navegador a [oseudminio.com/robots.txt] e verificar se existe no mesmo a presença de um URL [oseudminio.com/sitemap.xml];
- NOTA: para websites WordPress que utilizem plugins de configuração de SEO populares como YOAST SEO ou Rank Math deve aceder-se /sitemap_index.xml. O sitemap aparecerá dividido em diversos ficheiros .xml referentes a sitemaps de acordo com a tipologia de conteúdo. Devem ser estes a utilizarno SEO Checker.
- Caso seja mostrada uma página 404, aceder no navegador a [oseudminio.com/robots.txt] e verificar se existe no mesmo a presença de um URL [oseudminio.com/sitemap.xml];
- Existem duas alternativas:
- Rastrear o endereço do sitemap.xml diretamente no campo URL do sitemap.xml (nem sempre os servidores conseguem fazer a ligação por questões de segurança);
- Gravar a página do sitemap.xml pretendida (botão direito do mouse>>Guardar como). De seguida deve ser feito o upload do ficheiro .xml guardado no campo Escolher Ficheiro e clicar no botão Analisar.
- Os resultados aparecerão na página passado alguns segundos
- Para mais fácil leitura é possível extrair para Excel os resultados desta análise.
Este algoritmo é simples e foi desenvolvido pela equipa citymarketing.pt. Serve apenas para aferir boas práticas. Alterações devem ser feitas por profissionais.
| Tecnologia | URL | Status | Keyword Principal | URL Friendly | Title | Meta Description | H1 | H2 | H3 | Estrutura Hx | Semântica | Links Internos | Links Externos | Schema Article | Schema FAQ | Schema Breadcrumb |
|---|
A tabela de resultados do SEO Checker apresenta uma análise técnica e semântica de cada URL incluído no sitemap. Cada coluna corresponde a um fator relevante para SEO on-page, estrutura HTML e boas práticas de indexação.
| Campos | Descrição |
|---|---|
| Tecnologia | Identifica a tecnologia base do site ou CMS detetado (ex.: WordPress, HTML estático). Ajuda a contextualizar limitações técnicas e padrões de implementação. NOTA: Não é 100% fidedigno, podendo conter erros de avaliação |
| URL | Endereço completo da página analisada. É a unidade base da auditoria. |
| Status | Código de resposta HTTP devolvido pelo servidor (ex.: 200, 301, 404). Essencial para avaliar acessibilidade, erros de rastreio e problemas de indexação. |
| Keyword Principal | Tentativa de inferência da keyword dominante da página com base em sinais on-page (URL, Title, Meta-Description, H1, H2 e H3). Serve como apoio estratégico, não como substituto de pesquisa de keywords. NOTA: Neste análise apenas considera uma palavra e aquela que se repete mais vezes nos parâmetros analisados |
| URL Friendly | Avalia se a URL é legível, curta e otimizada para SEO (sem parâmetros desnecessários, caracteres estranhos ou estruturas pouco claras). |
| Title | Analisa a existência e o conteúdo da tag <title>, verificando se está presente e se é semanticamente relevante para a página. |
| Meta Description | Verifica a existência da meta description e o seu conteúdo. Embora não seja fator direto de ranking, influencia o CTR nos resultados de pesquisa. |
| H1 | Avalia a existência e o conteúdo do heading principal <h1>, fundamental para a hierarquia semântica da página. |
| H2 | Analisa os headings <h2>, usados para estruturar secções principais do conteúdo. |
| H3 | Analisa os headings <h3>, normalmente utilizados para sub-secções e aprofundamento temático. |
| Estrutura Hx | Verifica a sequência lógica dos headings (H1 → H2 → H3…). Quebras ou saltos incorretos indicam problemas de hierarquia semântica. |
| Semântica | Avaliação global da coerência semântica da página, tendo em conta headings, conteúdo textual e organização temática. |
| Links Internos | Número de links internos presentes na página. Relevante para distribuição de autoridade e navegação interna. |
| Links Externos | Número de links externos. Útil para avaliar referências, citações e possíveis saídas excessivas de autoridade. |
| Schema Article* | Deteta a presença de dados estruturados do tipo Article. Importante para conteúdos editoriais e potenciais rich results. |
| Schema FAQ* | Deteta a presença de FAQPage schema. Pode potenciar rich snippets em perguntas e respostas. |
| Schema Breadcrumb* | Verifica a implementação de BreadcrumbList, relevante para usabilidade, arquitetura do site e apresentação nos SERPs. |
Schema Markup (*) – A auditoria identifica apenas alguns tipos específicos de dados estruturados (schema markup), nomeadamente os mais comuns neste contexto. No entanto, existem muitos outros tipos de schema que podem e devem ser utilizados consoante o tipo de página, conteúdo ou objetivo do website.


















