Melhor plugin de compressão de imagem WordPress (2026): comparação + método prático

Imagens continuam a ser o “peso morto” nº1 em muitos sites WordPress. A maioria das páginas que falham performance é devido a ficheiros grandes, dimensões erradas e formatos desatualizados

Este guia procura resolver o problema de forma prática:

  • Comparação dos plugins mais usados e relevantes em 2026;
  • Forma correta de configurar;
  • Inclusão de uma alternativa manual fora do ambiente WordPress;
  • Abordagem utilizando PHP para automatizar compressão/normalização no upload.

O que faz um bom plugin de compressão de imagens?

Antes de abordarmos quais as funções de um plugin de compressão de imagens, deve entender-se qual o propósito da instalação a fazer. Quanto menos instalações desnecessárias melhor! Representa menos “lixo” na base de dados (os que criam entradas na base de dados), mais eficácia na compressão de imagens, menos probabilidade de incompatibilização com outras funcionalidades, temas, versões WordPress, framework, etc.

Compressão (lossy vs lossless vs “glossy”)

  • Lossy: reduz mais; pode criar artefactos (sobretudo em fotos de produto);
  • Lossless: preserva; reduz menos;
  • Glossy/Smart: meio-termo (muito bom para e-commerce e portfólios).

Redimensionamento automático (resize)

Isto pode significar mais do que “apertar a qualidade”. Se o tema utilizado mostra imagens a 1200px, não faz muito sentido guardar 4000px.

Formatos modernos (WebP/AVIF) + fallback

Em 2026, WebP é baseline e AVIF é a vantagem competitiva (quando bem implementado). O ideal:

  • servir AVIF quando o browser suporta;
  • fallback para WebP;
  • fallback final para o original (JPEG/PNG).

Entrega inteligente (CDN, resizing por device, lazy load)

Plugins com CDN de imagens conseguem:

  • servir tamanhos diferentes por dispositivo;
  • melhorar LCP de forma consistente;
  • reduzir tráfego e CPU.

Comparação geral dos melhores plugins de compressão de imagem WordPress (2026)

PluginIdeal paraWebPAVIFResize automáticoCDN de imagensNível de controloObservações
ImagifySites de serviços, blogs, uso geralMédioMuito bom equilíbrio entre qualidade e simplicidade
ShortPixelE-commerce, fotografia, controlo técnicoAltoExcelente compressão com modos lossy/glossy/lossless
OptimoleSites com muito tráfego e imagens(por device)MédioCDN + resize dinâmico
LiteSpeed CacheHosting LiteSpeed⚠️⚠️MédioApenas dentro do ecossistema LiteSpeed
EWWW Image OptimizerControlo local no servidor⚠️AltoPode usar CPU do servidor
SmushSetups simples⚠️BaixoWebP apenas em versão paga
TinyPNGUso pontualBaixoBom como “rede de segurança”

Comparação técnica

PluginTipo de compressãoQualidade visualControlo de EXIFPNG → JPGBulk optimizationNotas técnicas
ImagifySmart / Lossy / Lossless⭐⭐⭐⭐☆SimSimSim (assíncrono)Boa lógica de fallback WebP/AVIF
ShortPixelLossy / Glossy / Lossless⭐⭐⭐⭐⭐SimSimSimExcelente para fotos de produto
OptimoleAutomática⭐⭐⭐⭐☆AutomáticoAutomáticoSimMenos controlo manual
LiteSpeed CacheLossy / Lossless⭐⭐⭐⭐☆SimSimSimIntegração forte com cache
EWWW Image OptimizerLocal (GD/Imagick)⭐⭐⭐⭐☆SimSimSimPode se tornar “pesado” em alojamentos mais básicos
SmushLossy / Lossless⭐⭐⭐⭐☆ParcialNãoSimMais “User Interface”, menos técnica
TinyPNGLossy⭐⭐⭐⭐☆AutomáticoAutomáticoSimLimites por créditos

Impacto típico na performance

MétricaAntes (JPEG/PNG)Depois (WebP/AVIF)Impacto médio
Peso da imagem hero400–800 KB120–250 KB−60% a −75%
Peso total da página2,5–4 MB1,2–2 MB−40% a −55%
LCP (imagem como recurso principal)3,0–4,5 s1,9–2,6 s−25% a −45%
Requests de imagemIgualIgual ou −Melhor entrega

Nota: Estes são valores médios observados em apurados em diversos projetos. Referir ainda que estes ganhos não dependem exclusivamente do plugin, mas do método (resize + formato + entrega correta).

Quando usar cada plugin

Cenário realPlugin recomendadoImpacto médio
Blog / site institucionalImagifyFácil de configurar, bom equilíbrio
Loja online (WooCommerce)ShortPixelMelhor controlo de qualidade em imagens de produto
Site com muito tráfego globalOptimoleCDN + resize por dispositivo
Hosting LiteSpeedLiteSpeed CacheStack unificado (cache + imagens)
Desenvolvimento TécnicoEWWWControlo local, sem serviços externos
Equipa não técnicaSmushCurva de aprendizagem baixa
Uploads ocasionaisTinyPNGModelo simples por créditos

Como instalar e configurar corretamente um plugin de compressão de imagens em WordPress

Independentemente do plugin escolhido, grande parte dos erros de performance vêm sempre dos mesmos pontos: configurações mal pensadas, sobreposição com cache/CDN e compressão aplicada a imagens erradas.

1. Antes de instalar qualquer plugin

Antes da instalação, confirmar se:

  • Existe apenas um plugin de cache ativo;
  • Identificar o que faz lazy load (cache, tema instalado ou o plugin de imagens);
  • Identificar se está a ser usada CDN (Cloudflare, QUIC, etc.).

Um plugin de compressão de imagens não deve duplicar funções realizadas por outros elementos.

2. Instalação

  • Instalar apenas um plugin de otimização de imagens;
  • Não ativar bulk optimization logo à partida;
  • Não configurar lazy load nesta fase.

Objetivo: configurar primeiro, otimizar depois

3. Campos de configuração comuns a todos os plugins de compressão de imagens

Denominação típica do campo

  • Automatically optimize images on upload
  • Optimize images on upload

Configuração correta

  • Ativar

Porque:

  • Garante consistência para a frente;
  • Evita bibliotecas de imagens mistas (imagens otimizadas vs não otimizadas).

Denominação típica do campo

  • Compression level
  • Optimization mode

Configuração recomendada

  • Smart / Glossy / Lossy moderado

Regra prática

  • Sites normais → compressão visualmente imperceptível;
  • E-commerce / fotografia → glossy / smart (nunca lossy agressivo).

Evitar:

  • Lossy extremo;
  • Lossless.

Denominação típica do campo

  • Resize images
  • Maximum width / height

Configuração correta

  • Ativar;
  • Definir largura máxima entre 1600px e 1920px.

Porque:

  • Reduzir dimensões tem mais impacto do que reduzir qualidade;
  • Evita imagens gigantes usadas como hero ou featured image.

Se o plugin permitir deve ainda:

  • Manter-se proporção;
  • Redimensionar apenas se exceder o limite.

Denominação típica do campo

  • Remove EXIF data
  • Strip metadata

Configuração correta

  • Remover EXIF, exceto:
    • sites de fotografia;
    • portfólios de autores.

Impacto

  • Redução “gratuita” de peso;
  • Zero impacto visual.

Denominação típica do campo

  • Generate WebP images
  • Enable AVIF

Configuração correta

  • WebP sempre ativo;
  • AVIF ativo, se o plugin oferecer fallback.

Regra importante

  • AVIF só deve ser usado se:
    • existir fallback automático para WebP/JPEG;
    • o plugin gerir corretamente browsers sem suporte.

Nunca se deve:

  • forçar AVIF sem fallback.

Denominação típica do campo

  • Serve WebP via rewrite
  • Use <picture> tag
  • CDN delivery

Configuração correta

  • Usar o método nativo do plugin;
  • Não combinar múltiplos métodos (rewrite + CDN + cache).

Quando se utiliza CDN:

  • confirmar que o CDN não reescreve imagens novamente.

Denominação típica do campo

  • Optimize thumbnails
  • Optimize all image sizes

Configuração correta

  • Ativar

Porque:

  • O WordPress gera múltiplos tamanhos;
  • Muitos layouts usam thumbnails como imagem principal (especialmente em mobile).

Denominação típica do campo

  • Bulk optimize
  • Optimize existing images

Configuração correta

  • Só depois de tudo configurado;
  • Executar por fases.

Boa prática

  • 100–300 imagens por batch;
  • Validar visualmente antes de avançar.

Denominação típica do campo

  • Keep original images
  • Backup originals

Configuração correta

  • Ativar temporariamente

Porque:

  • Permite reprocessar se a qualidade não for a desejada;
  • Depois de validado, pode ser desativado para poupar espaço.

4. Lazy Load

Denominação típica do campo

  • Enable lazy load

Configuração correta

  • Desativar, se:
    • algum plugin de cache instalado o faz;
    • o tema instalado já implementa lazy loading nativo.

Apenas uma origem de lazy load deve existir.

Erros mais comuns:

  • CLS elevado;
  • imagens que não carregam;
  • flicker visual.

5. Integração com cache e CDN

Para sites que utilizem plugin de cache:

  • Limpar cache após:
    • ativar WebP/AVIF;
    • bulk optimization.

Para sites que utilizem CDN:

  • Purge cache do CDN;
  • Confirma headers corretos;
  • Verifica se o CDN não está a reconverter formatos.

6. Validação

No browser (Inspect Element DevTools → Network)

  • Confirmar:
    • imagens servidas como .webp ou .avif;
    • tamanho correto.

Em PageSpeed / Lighthouse

  • Verificar:
    • se o LCP é a imagem;
    • peso do recurso LCP;
    • warnings de “Serve images in next-gen formats”.

Compressão de imagens manualmente

Para quem quer controlo total da qualidade, o método manual continua a ser o mais fiável:

  1. preparar a imagem no Photoshop começando por ajustar o tamanho real de uso (por exemplo, 1600–1920px para hero, 1200px para conteúdo);
  2. exportar primeiro em JPEG de alta qualidade (80–90) ou PNG apenas quando há transparência;
  3. converter para WebP ou AVIF com um compressor dedicado (como Squoosh, TinyPNG ou ferramentas locais) afinando visualmente a compressão até ao ponto ótimo.

Prós e contras deste método

Prós

  • controlo absoluto do resultado final (sem recompressões, sem artefactos inesperados e com consistência visual), além de evitar dependência de plugins e processamento no servidor.

Contras

  • tempo adicional por imagem, a necessidade de disciplina no workflow e menor automatização em projetos com grandes volumes, exigindo processos bem definidos para escalar.

Desenvolvimento de função de compressão com PHP

add_filter('wp_generate_attachment_metadata', function($meta, $id){
  $mime = get_post_mime_type($id);
  if (!in_array($mime, ['image/jpeg','image/png'], true)) return $meta;
  if (get_post_meta($id, '_img_opt_done', true)) return $meta;

  $file = get_attached_file($id);
  if (!$file || !file_exists($file)) return $meta;

  $maxW = 1920;
  $qJpg = 82;

  $ed = wp_get_image_editor($file);
  if (is_wp_error($ed)) return $meta;

  $s = $ed->get_size();
  if (!empty($s['width']) && $s['width'] > $maxW) $ed->resize($maxW, null, false);

  if ($mime === 'image/jpeg') $ed->set_quality($qJpg);

  $ed->save($file);

  update_post_meta($id, '_img_opt_done', 1);
  return $meta;
}, 20, 2);

Por exemplo, implementando esta função, ao fazer upload de um ficheiro de imagem JPEG/PNG, faz resize (se exceder 1920px) e comprime o JPEG com qualidade 82. É curta, publicável, e funciona como rede de segurança.

A mesma pode ser implementada no ficheiro functions.php ou utilizando uma funcionalidade muito útil para inserir código em soluções WordPress chamada WP Code.

Qual é o melhor plugin de compressão de imagem para WordPress em 2026?

Não existe um “melhor” universal. O melhor plugin depende do tipo de site, do volume de imagens e do nível de controlo pretendido. Para uso geral, plugins como Imagify ou ShortPixel oferecem um bom equilíbrio entre qualidade e automatização. Em sites com tráfego elevado, soluções com CDN de imagens podem ser mais eficazes. Em projetos profissionais, a compressão manual ou via código continua a ser a abordagem mais consistente.

Usar um plugin de compressão de imagens melhora o SEO?

Indiretamente, sim. Plugins de compressão ajudam a reduzir o peso das páginas, o que melhora métricas de performance como o LCP (Largest Contentful Paint). Como a performance é um fator de ranking e influencia a experiência do utilizador, a otimização de imagens contribui positivamente para SEO técnico, embora não substitua uma estratégia SEO completa.

WebP ou AVIF: qual formato devo usar?

O ideal é usar ambos com fallback. O WebP é amplamente suportado e já considerado um standard. O AVIF oferece compressão superior, especialmente em fotografias, mas ainda depende do suporte do servidor e do browser. A abordagem correta é servir AVIF quando possível, WebP como fallback e JPEG/PNG como última alternativa.

Vale a pena converter imagens para AVIF e WebP manualmente?

Sim, especialmente em projetos onde a qualidade visual e a consistência são críticas. A conversão manual permite controlar dimensões, compressão e resultado final, evitando recompressões automáticas e artefactos. A desvantagem é o maior tempo de produção e a necessidade de processos bem definidos quando há muitas imagens.

Posso usar plugins e compressão manual ao mesmo tempo?

Sim, desde que exista uma hierarquia clara. O ideal é otimizar manualmente as imagens principais (hero, produto, conteúdo editorial) e usar plugins apenas como rede de segurança para uploads não controlados ou thumbnails gerados pelo WordPress. O erro mais comum é deixar o plugin recomprimir imagens já otimizadas.

Plugins de compressão consomem recursos do servidor?

Depende do plugin e da abordagem. Plugins que fazem compressão local (usando GD ou Imagick) consomem CPU e memória do servidor, sobretudo em bulk optimization. Plugins baseados em serviços externos ou CDN transferem esse custo para fora do servidor, mas criam dependência de terceiros.

É possível otimizar imagens em WordPress sem usar plugins?

Sim. É possível preparar imagens manualmente antes do upload e complementar com funções PHP que normalizam dimensões, geram formatos modernos (WebP/AVIF) e servem imagens via <picture> no front-end. Esta abordagem é mais técnica, mas oferece maior controlo e estabilidade em projetos profissionais.

A compressão de imagens pode afetar a qualidade visual?

Pode, se for mal configurada. Compressão demasiado agressiva pode gerar artefactos, perda de detalhe ou banding, sobretudo em fotografias e imagens de produto. Por isso, é fundamental testar níveis de qualidade e validar visualmente os resultados antes de aplicar em larga escala.

Devo otimizar também os thumbnails do WordPress?

Sim. O WordPress gera múltiplos tamanhos de imagem, muitos dos quais são usados diretamente no front-end, especialmente em mobile. Ignorar thumbnails é uma das causas mais comuns de páginas “aparentemente otimizadas” que continuam pesadas.

Qual é a abordagem mais profissional para otimização de imagens?

A abordagem mais profissional combina três elementos: preparação manual das imagens no tamanho correto, conversão consciente para formatos modernos (WebP/AVIF) e uma camada mínima de automação no WordPress para garantir consistência e fallback. Plugins são ferramentas úteis, mas não substituem um processo bem definido.

Partilhar citymarketing.pt
Gonçalo Maria, Consultor SEO e Desenvolvedor Web

Gonçalo Maria

Consultor especializado em SEO e desenvolvedor Web com foco em WordPress, Shopify e estratégias integradas de marketing digital. Atuo em projetos de SEO institucional, e-commerce e empresarial, aplicando boas práticas de SEO técnico, SEO on-page e SEO local, tanto em organizações públicas como privadas.